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A Valnor foi a primeira empresa do seu sector de actividade a obter a certificação integrada em Qualidade, Ambiente e Segurança; a única a efectuar o registo no EMAS e a primeira a adoptar integralmente os princípios da Responsabilidade Social.
Às instalações da Valnor, empresa responsável pela gestão, valorização e tratamento dos resíduos sólidos urbanos da região do Norte do Alentejo, chegam todos os dias várias toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), produzidos pelos 19 concelhos que a sua área de concessão abrange - 15 do distrito de Portalegre, três de Santarém e um de Castelo Branco. Localizada às portas de Alter-do-Chão e enquadrada pela beleza da planície alentejana, quase ninguém dá pela sua presença, apesar de ali funcionarem um dos dois aterros sanitários geridos pela Valnor e a central de triagem, a qual recebe e separa todos os dias cerca de seis toneladas de plástico, vidro, papel e metal que são directamente colocadas nos eco-pontos distribuídos pelas aldeias, vilas e cidades da região abrangida.
Uma cuidadosa gestão, apoiada por um Sistema Integrado de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança, implementado e certificado de acordo com os requisitos das normas NP EN ISO 9001:2000, NP EN ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:1999, respectivamente, reforçam a qualidade do serviço prestado pela Valnor e acentuam a importância da responsabilidade ambiental e a preocupação em minorar os danos e os impactos ambientais gerados pela actividade da empresa. Aliás, a Valnor foi a primeira no seu sector de actividade em Portugal a ter o Sistema Integrado de Gestão reconhecido por uma entidade independente e é a única registada no Sistema Comunitário de Eco-Gestão e Auditoria (EMAS), sistema que trata dos princípios do desenvolvimento sustentável e cujo objectivo é o de melhorar o desempenho ambiental das organizações aderentes de uma forma sistemática e consistente, para além do que é exigido pela legislação.
“Desde o início da actividade da empresa, em 2001, que estabelecemos como meta a adopção destas normas internacionais e a sua posterior validação por uma entidade externa e independente. A actividade que desenvolvemos nem sempre é bem vista pela população vizinha. É, por isso, crucial garantir que fazemos bem tudo o que fazemos, de forma transparente e credível”, sublinha José Pinto Rodrigues, administrador delegado da Valnor.
Esta preocupação foi reforçada recentemente com a implementação e certificação da Responsabilidade Social, segundo a norma SA 8000, sendo a Valnor a primeira empresa de capitais públicos, e a quarta empresa a nível nacional, a alcançar tal reconhecimento. Assim, ao compromisso com a melhoria contínua do desempenho nas vertentes ambiental, da qualidade e da segurança, acrescem as preocupações com a melhoria do relacionamento organizacional interno, através da promoção das melhores condições para os seus trabalhadores numa óptica socialmente responsável, e externo, sendo promotora do desenvolvimento sustentável na região onde se insere.
Segundo José Pinto Rodrigues toda a actividade e todas as infra-estruturas geridas pela Valnor estão abrangidas pelo Sistema de Gestão Integrado. Aqui se incluem os dois aterros de inertes (Campo Maior e Ponte de Sor), que são usados para despejo legal de resíduos provenientes de obras, demolições, etc.; o aterro sanitário localizado em Abrantes; as cinco estações de transferências (Elvas, Castelo de Vide, Abrantes, Ponte de Sor e Portalegre) e os sete ecocentros. Note-se que todas estas estruturas são necessárias, pois a empresa serve actualmente 180 mil habitantes, numa área superior a 7 mil km2.
Aposta na valorização
Empresa de referência no tratamento de resíduos sólidos urbanos, a Valnor tem um ambicioso programa de investimentos que a coloca na linha da frente do seu sector de actividade e que reforça o seu papel enquanto promotor e agente do desenvolvimento sustentável da região abrangida. Deste programa consta o projecto de transformação dos óleos alimentares, os quais afectam os microorganismos usados na depuração das águas das ETAR's impedindo a sua reciclagem, em biodiesel. Durante 2006, a Valnor distribuiu contentores para a recolha de óleo em restaurantes, escolas, juntas de freguesia e mercados municipais, entre outros locais. O objectivo agora é o de transformar os 10 mil litros de óleo recolhidos mensalmente em biodiesel, para que possa ser utilizado pela frota de 40 camiões da Valnor. A produção deverá arrancar em Março e diminuirá em cerca de 30% as necessidades de gasóleo da empresa. Também durante o primeiro trimestre de 2007 arrancarão as obras de construção da central de compostagem. Com um investimento previsto na ordem dos 13 milhões de euros, o complexo irá tratar a matéria orgânica dos resíduos urbanos, procedendo à sua separação e posterior transformação em adubos naturais. Para além de diminuir drasticamente a produção de biogás em aterro, reduzindo a emissão de gases com efeito de estufa, este projecto coloca no mercado local um fertilizante natural que poderá substituir o uso de adubos químicos.
Mas a aposta nos projectos de valorização não fica por aqui. Está ainda prevista a implementação de um sistema integrado para valorização de resíduos de demolição e construção nos dois aterros de inertes, o que permitirá depois a sua reutilização. Já em construção no aterro sanitário de Alter-do-Chão estão os centros de tratamento e triagem de resíduos eléctricos e electrónicos, de veículos em fim de vida e de resíduos volumosos.
No conjunto, estes projectos irão ter não só um profundo impacto ambiental, como económico e financeiro. “A Valnor é uma empresa de gestão ambiental que tem como objectivo dar o melhor destino possível aos RSU que nos são entregues. Estes projectos que estamos a desenvolver vão ao encontro dessa meta e, simultaneamente, permitem um retorno financeiro para a empresa, o que poderá ter efeito sobre a diminuição da tarifa que as populações pagam actualmente”, constata José Pinto Rodrigues. O administrador da Valnor realça ainda o impacto destes projectos na economia de uma das regiões mais pobres do país. “Presentemente, empregamos cerca de 80 pessoas mas quando todos os projectos estiverem a funcionar o número de funcionários subirá para os 140”, afirma.
Sensibilização ambiental traz resultados
Durante 2006, as instalações da Valnor foram visitadas por 2100 pessoas e mais de 9000 pessoas foram contactadas no âmbito das diferentes acções de sensibilização realizadas ao longo do ano. A política de proximidade e diálogo com a população tem-se tornado uma arma eficaz na promoção de práticas amigas do ambiente, como o comprovam os números. Em 2006, cerca de seis milhões de quilogramas de materiais recicláveis foram colocados pelas populações nos eco-pontos, o que representa um aumento superior a 70% relativamente a 2005.
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