Skip to Menu Skip to Search Contacte-nos Portugal Websites & Idiomas Skip to Content

A Acembex foi a primeira empresa portuguesa a obter a certificação GTP, atribuída em Portugal pela SGS. Luís Sena de Vasconcelos, gerente da empresa, justifica o facto dizendo que: “a curto prazo só estarão em condições de operar na nossa área de negócio entidades que tenham implementado Sistemas de Gestão da Qualidade actuais, consistentes e seguros”.
Qual é o core business da Acembex e quais as áreas de actividade que desenvolve?
Constituída em 1970, como resultado de uma joint venture entre a Tate & Lyle International (U.K.) e a RAR – Refinarias de Açúcar Reunidas, SARL, a Acembex dedica-se à importação e distribuição de cereais (trigo, milho, arroz, cevada) e de outras matérias-primas para as indústrias de rações e alimentar.
Centrada na prestação de um serviço de logística e de aconselhamento de grande rigor e qualidade, tem sabido construir uma imagem sólida e credível, tanto junto dos seus fornecedores como dos seus clientes. De destacar é também o seu raio de acção, já que opera a nível mundial, adquirindo matérias-primas na Europa, África, América do Norte e do Sul e no Extremo Oriente, colocando-as em Portugal Continental, Açores e Madeira, e noutros países europeus. Inserida num sector onde a qualidade e a segurança alimentar são factores essenciais, a Acembex está, desde 2001, certificada de acordo com os requisitos da NP EN ISO 9001:2000.
Como correu o exercício de 2006 e quais as perspectivas de negócio para 2007?
Durante o exercício de 2006, a Acembex manteve uma posição de destaque como importadora e distribuidora de cereais (trigo, milho, arroz, cevada) e de outras matérias-primas para as indústrias alimentar e de rações, tendo movimentado, através dos principais portos nacionais e das ilhas, mais de 800 mil toneladas de produtos. Neste mesmo ano, o mercado de matérias-primas para a alimentação animal sofreu uma quebra de 10% em consequência do impacto da gripe das aves na indústria de rações. No entanto, a expansão da nossa actividade para novas áreas geográficas, nomeadamente para o Sul do país, Ilhas e algumas zonas de Espanha, fez com que este facto não tenha afectado a política de crescimento da empresa. Ainda em 2006, a Acembex foi responsável por mais de 40% das importações de cereais e seus derivados, na zona Norte do país, com uma quota de mercado de cerca de 15%. A nossa actividade cresceu 20% nos dois últimos anos. Noto que estes resultados só são possíveis porque temos vindo a implementar de forma sistemática novos mecanismos de controlo de gestão, com vista a melhorar o nível de rendibilidade e simultaneamente a minimizar os riscos inerentes à nossa actividade. A par destas alterações, continuamos a fazer um esforço de diversificação dentro das áreas tradicionais da empresa, sendo nosso objectivo estratégico movimentar em 2009 cerca de um milhão de toneladas.
Quando se iniciou a parceria que existe entre a Acembex e a SGS Portugal?
A Acembex é um elo numa cadeia de valor abrangendo fornecedores, entidades públicas, prestadores de serviço e clientes, que desde sempre entendeu ser necessária a existência de 'um árbitro' independente que regulasse os problemas inerentes a este tipo de actividade, nomeadamente as disputas sobre o peso e a qualidade, que pontualmente ocorrem nas transacções envolvendo produtos naturais transportados a granel. Com esta postura, e com o apoio da SGS, entidade reconhecida tanto nacional com internacionalmente, foi possível construir e manter, ao longo dos últimos 25 anos, relações estáveis e fiáveis com os nossos principais parceiros de negócio.
Como é que esta parceria evoluiu ao longo do tempo?
O facto de estarmos inseridos num grupo com uma forte componente industrial agro-alimentar permitiu-nos desenvolver uma sensibilidade para as dificuldades que normalmente afectam as indústrias nossas clientes. Assim, e agindo de forma pró-activa, proporcionamos aos nossos clientes aconselhamento e soluções que permitem, mais do que ultrapassar problemas, evitar que eles surjam. Nomeadamente, na área da segurança alimentar temos vindo a desenvolver projectos em parceria com a SGS e com os nossos clientes, alguns deles projectos piloto a nível europeu, que têm permitido, tanto à produção como à indústria nacional, posicionarem-se na vanguarda da segurança alimentar europeia.
Recordo que há mais de 10 anos fomos precursores na Europa na execução de programas com agricultores ribatejanos, envolvendo produtores, indústrias nacionais, técnicos suíços da SGS e da Acembex, em que já nessa altura assegurávamos que o terreno, as sementes, as dosagens de pesticidas, a forma de colheita e secagem do grão respeitavam um caderno de encargos previamente elaborado e validado por todos os intervenientes. Já então produzíamos evidências e efectuávamos controlos que garantiam o integral respeito pelas regras pré-estabelecidas. Dez anos mais tarde, este conceito do 'campo ao prato' é a base das principais normas de segurança alimentar de Bruxelas!
Inclusive, já trabalharam em parceria com a SGS França…
Exactamente, sendo que fomos precursores na elaboração de um contrato tipo com a SGS França, salvaguardando de forma mais eficaz os interesses dos nossos clientes portugueses, e que veio a ser negociado junto dos principais exportadores franceses, como adenda ao tradicional 'INCOGRAIN n.º 13 de Paris'. Nos últimos anos temos vindo a trabalhar em conjunto na investigação e no desenvolvimento de processos e meios inerentes ao manuseamento de matérias-primas para as indústrias alimentares. Após validação, estes processos foram implementados, permitindo a nossa certificação, de acordo com os requisitos técnicos da NP EN ISO 9001:2000, do HACCP e do GTP - Good Trading Practice. Em todo este trabalho contamos com o apoio inequívoco da SGS Portugal, inclusive no GTP, certificação para a qual está acreditada pela COCERAL. A fileira está agora totalmente certificada, desde o produtor agrícola até ao consumidor final.
Que áreas são actualmente preponderantes nesta parceria?a
Estamos ainda a recuperar do esforço despendido desde Fevereiro de 2006, quando, conjuntamente com a SGS Portugal, assumimos o desafio recíproco de completarmos o processo de certificação HACCP e GTP até ao final de 2006. Vivemos uma fase de manutenção e controlo do Sistema de Gestão da Qualidade implementado, em que asseguramos que todos os nossos parceiros, externos e internos, respeitam e implementam os protocolos desenhados em conjunto.
A Acembex foi a primeira empresa portuguesa à qual a SGS atribuiu a certificação GTP (Código dos Traders dos Cereais). Porquê?
Estamos convencidos de que, a curto prazo, só estarão em condições de operar nesta área de negócio entidades que tenham implementado Sistemas de Gestão da Qualidade actuais, consistentes e seguros. Embora o mercado não valorize os custos inerentes, existe uma pressão cada vez maior para que nesta fileira apenas operem elementos devidamente certificados. É nossa política estarmos 'hoje' preparados para os desafios de amanhã!
Luís Sena de Vasconcelos acredita no trabalho em equipa
Profissionalmente envolvido nesta área de actividade há 25 anos, Luís Sena de Vasconcelos, gerente da Acembex, acredita que cada um dos seus dias é diferente do outro e que só o trabalho de equipa consegue transformar dificuldades em oportunidades. Diz que com a SGS têm desenvolvido inúmeros projectos-piloto, “muitos deles de referência a nível europeu. Esta relação de parceria, em que ao longo dos últimos anos temos vindo, com alguma periodicidade, a lançar reptos recíprocos, tem permitido a ambas as empresas evoluírem na vanguarda das suas áreas de negócio, como, mais do que uma vez, permitiu apontar ao mercado os caminhos a seguir”.