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Os principais impactes ambientais originados pela combustão de combustíveis fósseis em centrais térmicas são as emissões atmosféricas de dióxido de carbono (CO2), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de azoto (NOx) e partículas. Com o objectivo de reduzir as emissões de SO2 da Central Eléctrica de Sines, a EDP encetou o projecto de dessulfuração em Maio de 2006, num investimento que envolveu 225 milhões de euros.
O projecto de dessulfuração da Central Térmica de Sines veio permitir o funcionamento daquela que é a Central de maior potência em Portugal, de acordo com o Decreto-Lei n.º 178/2003, que transpôs a Directiva Comunitária 2001/80/CE relativa à redução de emissões para a atmosfera de certos poluentes provenientes de grandes instalações de combustão.
O Consórcio HITACHI-COBRA foi o empreiteiro principal deste projecto. De acordo com Alejandro Suárez Serrats, director do projecto de dessulfuração da Central Térmica de Sines da parte da Cobra, “o Consórcio foi responsável na modalidade 'chave na mão', pela engenharia, design, construção, implementação e operacionalização da dessulfuração”. As informações veiculadas à imprensa pela EDP, na altura do início do projecto, indicavam que o Consórcio apresentou a melhor oferta quer ao nível técnico como económico, implicando um menor investimento e um menor custo da operação e manutenção durante a vida útil das instalações.
O projecto implementado na Central Térmica de Sines foi a dessulfuração pelo processo calcário/gesso, que permite obter uma elevada eficiência de remoção de dióxido de enxofre dos gases de combustão através da reacção destes com uma suspensão aquosa de calcário, obtendo-se gesso como subproduto. O projecto de dessulfuração compreendeu a implementação de quatro unidades, uma em cada um dos respectivos grupos produtores. A instalação de dessulfuração é genericamente constituída pelos órgãos onde ocorrem as reacções de neutralização do SO2 – absorvedores – e pelas instalações de preparação e armazenagem do calcário e de tratamento e armazenagem do gesso.
Para o Controlo e Inspecção da Qualidade, o Consórcio HITACHI-COBRA seleccionou a SGS Portugal devido à sua experiência em outros projectos de dessulfuração, nomeadamente, em Espanha. O director do projecto aponta que “é inquestionável que a SGS representa uma garantia adicional no momento de contratar uma empresa, no âmbito do controlo e inspecção da qualidade. Foi este o ponto principal que levou à adjudicação deste serviço à SGS. Um outro ponto essencial a ter em conta na selecção da empresa era que esta tivesse técnicos competentes, com grande experiência em projectos semelhantes, já que o facto de conhecerem as fases mais críticas e complexas nos facilitaria muito o desenvolvimento do projecto. Tendo ainda em conta que o cliente final, a EDP, é um cliente extremamente exigente, era necessário contratar uma empresa experiente, capaz de apresentar uma equipa bem preparada para a execução da obra”.
A SGS desenvolveu a sua intervenção nos dois vectores definidos pelo Consórcio: no local e a nível externo. Ênfase particular ao papel das afiliadas da SGS na Alemanha e Espanha em assegurar proximidade e disponibilidade de um corpo técnico capaz de avaliar a conformidade técnica, as boas práticas aplicadas e o cumprimento de prazos de acordo com os planos. Desta forma criou-se um fluxo de informação entre a SGS e o Consórcio HITACHI-COBRA que possibilitou, em tempo real, que os órgãos coordenadores decidissem sobre os eventos ocorridos. Os fornecedores foram alvo de intervenções de supervisão da qualidade, actividades de acompanhamento de construção, expediting e cargas de equipamentos fornecidos no âmbito deste projecto em países que se revelaram pertinentes.
Antecipando ou constatando erros e desvios na origem, foi possível deslocar a responsabilidade e a sua resolução no sentido montante da cadeia de fornecedores, de forma a reduzir atrasos, evitar erros e a garantir o planeamento e a conformidade do fornecimento ao Consórcio.
Na vertente onsite a SGS estabeleceu um acompanhamento em proximidade por uma equipa tripartida (Civil, Mecânica e Instrumentação/Electricidade/Automação), apoiada pelos mais directos colaboradores em funções de back-office, que procurou também aqui garantir a conformidade de todos os fornecimentos a decorrer no local, intervindo nas fases de revisão e execução de planos, ensaios e comissionamentos. No local, as actividades envolveram a área mecânica, ensaios não destrutivos, cálculo de cascas sob pressão, licenciamento de equipamentos, Marcação CE de equipamentos sob pressão e máquinas, soldadura, entre outras com estas correlacionadas. As restantes actividades do projecto das especialidades de Civil e de Instrumentação/Electricidade/Automação tiveram as suas tarefas centradas na revisão de especificações dos empreiteiros, avaliação do cumprimento das mesmas em obra, monitorização de ensaios e comissionamento final.
Para a realização deste projecto foi necessária uma grande quantidade de recursos financeiros, humanos e materiais. O responsável dá como exemplo “fases com 800 trabalhadores em obra, ultrapassando os dois milhões de horas de trabalho. Adicionalmente, foram necessários muitos meios auxiliares de suporte, de transporte, de elevação, etc.”.
Para além das duas vertentes expressas, a SGS colocou ao serviço do Consórcio toda uma equipa de suporte, cujas funções envolveram cálculo de verificação de equipamentos, linhas e estruturas em circunstâncias diferentes dos pressupostos de projecto ou perante alterações de especificações em estaleiro, assessoria em soldadura e materiais, corrosão e tratamentos anticorrosivos. A SGS acompanhou, ainda, todas as reuniões necessárias junto das entidades e autoridades competentes.
A equipa SGS desenvolveu a sua actividade em directo report com os directores de projecto no local, garantindo sempre a entrega de informação em tempo real, e participando activamente na resolução de todas as circunstâncias que representassem dificuldades para a prossecução do projecto. Alejandro Suárez Serrats afirma poder concluir que “a colaboração entre o Consórcio HITACHI-COBRA e a SGS correu sem dificuldades. Em linhas gerais, o Consórcio está muito satisfeito com a actuação da SGS, dada a importância da vertente Qualidade neste projecto”.
Fonte: SGS Global 24 O Grupo SGS é o líder mundial no domínio da Inspecção, Verificação, Análise e Certificação. Fundada em 1878, a marca da SGS está estabelecida como símbolo e referência em qualidade e integridade. Com mais de 55,000 funcionários, a SGS opera uma rede de mais de 1,000 escritórios e laboratórios em todo o mundo.