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A SGS adquiriu, em dezembro de 2016, o laboratório da Biopremier, uma startup nascida na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pioneira na aplicação do NGS – Next Generation Sequencing. Desta forma, a SGS acrescenta o NGS às soluções já existentes nos seus laboratórios, oferecendo aos seus clientes um serviço mais completo e diferenciador.

O NGS e a sua aplicação no setor agroalimentar
O NGS – Next Generation Sequencing – consiste numa técnica de sequenciação de DNA capaz de identificar todas as espécies presentes em determinada amostra e que até 2013 era fundamentalmente dirigida a ensaios clínicos para humanos.

É a partir deste ano, logo a seguir à chamada crise da carne de cavalo, que a Biopremier procura dar uma resposta analítica à situação, acabando por provocar uma alteração de paradigma das análises alimentares.

Anteriormente, o tipo de análises que eram realizadas neste âmbito apenas procuravam a presença ou ausência de determinada espécie nos alimentos. Recorria-se a um teste PCR [teste em reação polimerase] que colocava, por exemplo, a questão “Este hambúrguer contém carne de vaca?”, fornecendo apenas uma resposta binária de “sim” ou “não”. Ou seja, era necessário realizar vários testes e excluir sucessivamente diversas hipóteses.

Foi então que a equipa da Biopremier chegou à conclusão que o NGS cumpria este propósito. Ao contrário do teste PCR, o NGS não visa um alvo em particular, colocando a questão “Quais as espécies presentes neste hambúrguer”, permitindo assim uma identificação completa de todas as espécies e fornecendo um resultado final fiável.

Este método pode ser aplicado em vários alimentos como carne, pescado (incluindo moluscos, bivalves e crustáceos), plantas, fungos e micro-organismos.

Vantagens de aplicação do NGS
O setor agroalimentar tornou-se mais exigente e complexo no que diz respeito aos padrões de qualidade e segurança, gerando a necessidade de desenvolvimento de novas técnicas capazes de identificar falhas e fraudes, permitindo assim às empresas do setor apresentar produtos que correspondam às expetativas dos consumidores.

Neste sentido, o NGS surge como a solução ideal, possibilitando a monitorização e controlo eficaz da composição de todos os produtos ao longo da cadeia de produção, assegurando desta forma a integridade dos mesmos. Para além disto, o próprio processo de identificação torna-se muito mais rápido, eficiente e com um risco reduzido de se verificarem resultados falsos positivos. O NGS vem, desta forma, completar os serviços já oferecidos pelos laboratórios da SGS e criar um conjunto de novas oportunidades, não só ao nível do setor agroalimentar, mas também noutros setores como o cosmético ou o têxtil.

Expectativas para o futuro
No que diz respeito às previsões e expectativas para o futuro, Mário Gadanho, um dos mentores do projeto, reconhece que, sendo a SGS uma multinacional presente em todo o mundo a expectativa é “Tornar o NGS num método global e obter reconhecimento, não só do mercado nacional e europeu, nos quais já estamos presentes, mas também noutros mercados mundiais, como o asiático e o americano”.

O investigador mostra-se confiante de que o reconhecimento mundial da SGS nas áreas da inspeção, verificação, testes e certificação, irá contribuir para alargar cada vez mais o raio de intervenção do NGS.

Para além disto, o objetivo desta integração passa também por transformar os Laboratórios da SGS Portugal num Centro de Competência Internacional, que realizará investigação na área da Biologia Molecular, nomeadamente ao nível da identificação de espécies, servindo assim as afiliadas da SGS de todo o mundo.

Para mais informações, por favor contacte:
tel: 808 200 747 (Seg. a Sex. das 9h às 18h)
@: pt.info@sgs.com