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O pescado desempenha um papel importante para uma dieta equilibrada. É um alimento rico em nutrientes, tais como proteínas, vitaminas e minerais. É também uma importante fonte de ácidos gordos ómega-3, os quais representam consideráveis benefícios para a saúde pública. Atualmente, a maioria das organizações de segurança alimentar recomendam o consumo de duas porções de pescado por semana.

Quando o tema é segurança alimentar, é fundamental perceber que o pescado, devido à sua composição, é um dos géneros alimentícios mais suscetíveis à deterioração, caso a manipulação e conservação não sejam adequadas desde a captura até ao consumo final. Tendo isto em conta, é possível prever quais os microrganismos que podem crescer, as mudanças que eventualmente ocorrerão no produto e o seu tempo de vida útil.
Muitos são os agentes bacteriológicos que podem contaminar o pescado e promover a sua deterioração, causando alterações das características organoléticas (como sabor, cor, cheiro, textura e viscosidade) e levando ao aparecimento de toxi-infeções alimentares. As bactérias patogénicas que mais têm contribuído para estes problemas são:

  • Escherichia coli;
  • Salmonella;
  • Listeria monocytogenes;
  • Staphylococcus aureus;
  • Clostridium perfringens;
  • Vibrio.

A proliferação de microrganismos, nomeadamente de enterobactérias, promove, também, a formação de histamina, sendo um alergénio que importa quantificar.
O Regulamento (CE) n.º 2073 da Comissão de 15 de novembro de 2005 estabelece critérios microbiológicos aplicáveis a géneros alimentícios, sofrendo alteração com o Regulamento (CE) n.º 1441/2007 e posteriores alterações.
As biotoxinas marinhas são substâncias tóxicas que podem ser encontradas nos produtos da pesca. Estas toxinas são produzidas por microalgas tóxicas e acumulam-se, principalmente, nos moluscos bivalves, por filtração da água. A legislação atual, nomeadamente o Regulamento (CE) n.º 853/2004, estabelece os limites de biotoxinas marinhas que não devem ser excedidos em moluscos bivalves.
Também os perigos de natureza química podem ter efeitos adversos na saúde dos consumidores. Nestes perigos estão englobados os contaminantes, ou seja, as substâncias que não são adicionadas intencionalmente ao género alimentício, mas que neles estão presentes, tais como resíduos da produção, do transporte, do armazenamento e da contaminação ambiental. Destes contaminantes os metais pesados (como Cádmio, Chumbo e Mercúrio), as dioxinas e PCBs, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos assumem uma enorme relevância para a Saúde Pública dado que têm efeitos cumulativos no organismo. O Regulamento (CE) n. º1881/2006 e posteriores atualizações, fixam os teores máximos de certos contaminantes nos géneros alimentícios.

A presença de parasitas, internos e externos em produtos da pesca também possui implicações para o consumidor final. A sua deteção e controlo é extramente importante, em especial devido ao crescente consumo no estado cru. Reg. CE nº 2074/2005.

Do ponto de vista da autenticidade das espécies, torna-se absolutamente necessário em determinadas situações proceder a testes para avaliar a confirmação das mesmas. Através de ensaios na área da genética molecular como o NGS (Next Generation Sequencing), permitindo a sequenciação de DNA capaz de identificar todas as espécies presentes em determinada amostra.

Inserida nesta temática, a segurança alimentar é um ponto fulcral para os fornecedores e/ou vendedores de pescado; A SGS, enquanto parceiro, tem um papel importante para garantir a confiança dos consumidores neste setor.
O Laboratório de Ensaios Físico-Químicos, Microbiológicos e Amostragem da SGS Portugal está acreditado desde 1992 de acordo com a norma NP EN ISO/IEC 17025 pelo IPAC. Esta Acreditação, juntamente com a competência e formação dos técnicos, é essencial para o reconhecimento e aceitação dos resultados.

O SGS Multilab tem evoluído e promovido várias inovações dentro do seu setor. Desde a implementação da filosofia Lean na Organização, o upgrade de softwares e a introdução de novos equipamentos que, por exemplo, automatizam os processos mais importantes das análises microbiológicas, o laboratório da SGS Portugal está agora mais eficiente e mais rápido, reforçando o rigor e a qualidade aos quais já tinha habituado todos os seus clientes.

Para mais informações, por favor contacte:
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