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A COVID-19 gerou uma enorme mudança no uso das tecnologias wireless. O trabalho em casa, educação, comunicação, socialização e entretenimento tornaram-se atividades realizadas online durante o confinamento. Vamos ver como a indústria respondeu a estas mudanças.

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IMPACTO DA COVID

De acordo com dados divulgados pela CTIA, a associação comercial que representa o setor de comunicações sem fios dos EUA, as operadoras de rede estão a reportar um aumento significativo da utilização desde 24 de fevereiro de 2020:

  • Tempo gasto em chamadas de voz - até 12,2%
  • Utilização de dados móveis - até 28,4%

Esta é uma tendência observada em todo o mundo. Por exemplo, a Nigéria comunicou um crescimento de 18,1% no setor das telecomunicações e um fornecedor de serviços de Internet do Reino Unido disse ter quase duplicado os seus serviços durante o confinamento. Com os consumidores a terem de permanecer fisicamente distantes durante o confinamento, muitos optaram por utilizar ferramentas online no trabalho e educação, assim como para entretenimento e socialização com a família e amigos.

Todas as gerações foram impactadas por estas mudanças. Um estudo irlandês descobriu que 71% das crianças com smartphones admitiram aumentar a sua utilização, enquanto uma pesquisa do Reino Unido concluiu que as chamadas de vídeo online feitas por pessoas com mais de 65 anos aumentaram 22% em fevereiro e 61% em maio. Com comunicação presencial indisponível, o mundo online tornou-se o nosso método preferido para nos mantermos em contacto.

A mudança foi rápida, mas não sem precedentes. Muitos países já estavam a ter um maior uso das tecnologias, tendo a COVID-19 apenas intensificado a velocidade da transição. Portanto, deve-se presumir que, embora haja inevitavelmente uma redução do uso das tecnologias para comunicarmos quando voltarmos para as escolas e escritórios, algumas pessoas vão escolher continuar a trabalhar e comunicar desta forma.

RESPOSTA DA INDÚSTRIA

A indústria das tecnologias wireless conseguiu responder ao aumento da necessidade de uma maior capacidade das redes. Equipamentos de Wi-Fi, novos serviços, etc. foram implementados rapidamente. Ao mesmo tempo, muitos países continuaram com o lançamento da rede 5G. Estas abordagens permitiram que as redes tivessem capacidade suficiente para lidar com a crescente procura de serviços de voz e dados, juntamente com a adoção de outras aplicações e veículos conectados e automatizados (CAV).

Os avanços nas tecnologias wireless também fortaleceram a nossa capacidade de responder à pandemia COVID-19. Os países estão a usar soluções inovadoras de Internet of Things (IoT), como aplicações de localização de contactos, para mitigar o impacto do vírus. Estes utilizam uma variedade de tecnologias, incluindo Bluetooth Low Energy (BLE), WiFi e Sigfox, incorporados em bandas, pulseiras e outros dispositivos wireless. A integração destas tecnologias aumentou muito a capacidade das universidades, escritórios e instalações médicas retomarem alguma normalidade.

OPORTUNIDADE E RISCO

À medida que cada vez mais trabalhadores se habituam a trabalhar remotamente e as crianças se habituam a estudar em casa, tem havido um aumento na procura de equipamentos domésticos inteligentes. Estes dispositivos que economizam trabalho são vistos como uma boa forma de reduzir o stress enquanto está preso em casa.

A tecnologia inteligente doméstica já era um mercado robusto, com um relatório de setembro de 2019 que estimava uma taxa composta de crescimento anual de 14,4% em cinco anos. A COVID-19 não teve impacto negativo sobre este crescimento, com envios internacionais de dispositivos de controlo de voz para casas inteligentes com previsão de aumento de 30% em 2020. Pensa-se que uma das razões para este aumento da procura, para além da maior necessidade de serviços de streaming dentro de casa, é que o uso de equipamentos ativados por voz diminuem a possibilidade de transmissão do SARS-CoV-2.

A pressa em lançar novos dispositivos que diminuem a mão de obra utilizando a mais recente tecnologia wireless, entretanto, traz algumas preocupações. Os consumidores agora exigem produtos que estejam mais do que apenas em conformidade com as regulamentações. Já não estão dispostos a aceitar produtos com baixo desempenho de bateria, segurança ou incapacidade de se conectarem com as tecnologias existentes. Adicionalmente, querem novos produtos que suportem mais frequências para permitir maior capacidade e cobertura.

Os fabricantes precisam de considerar estes requisitos durante a fase de design, incorporando-os numa estratégia de teste abrangente que vai para além da conformidade regulamentar para incorporar o desempenho. Abordando o desenvolvimento de produtos desta forma, os fabricantes e fornecedores podem garantir que os seus produtos vão de encontro às expectativas do consumidor, ao mesmo tempo que reduzem o tempo para a colocação do produto no mercado.

A COVID-19 acelerou a mudança para um maior uso de tecnologias wireless. O setor respondeu bem a este aumento da procura, o que, por sua vez, criou uma oportunidade para que novas tecnologias fossem implantadas num mercado acolhedor. Para beneficiarem disto, os fabricantes precisam de garantir que os seus produtos respondem às expectativas dos consumidores, assim como aos requisitos regulamentares e de segurança.

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